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O CARRO DENUNCIOU O CULPADO

O CARRO INDICOU O CULPADO

 

 

         Certo dia, estávamos eu, Sergio Rosa, Fabio André e mais alguns policiais, na Delegacia de Xerém, antes de se transformar naquela beleza fútil que é hoje. Em seguida chega uma patrulha da PM  continuando que em determinado local, ali perto, haviam deixado um cadáver de mulher. Fomos ao local e lá pudemos observar que o corpo estava enrolado em u tapete de sala e tinha um ferimento redondo na cabeça. Terminados os exames dos peritos criminais, assumimos o local, então, desenrolamos o tapete e passamos um “pente-fino” na periferia.

         Chegou o rabecão e o corpo foi levado para o IML. Em seguida chega Sergio Rosa com um  quadradinho de borracha na mão e me mostrou dizendo que aquilo estava perto do cadáver, quase preso no tapete. Olhei e pensei que poderia ser uma daquelas borrachinhas que ficam na mala de um veículo quando se abaixa a tampa do porta-malas, uma vez que era óbvio quem o corpo havia sido deixado ali por um automóvel.

         Falei para Sergio ir nas casas de peças de automóveis  na cidade e na volta ele afirmou que aquela pequena borrachinha  era da mala de um kadette.

         Colhidas as digitais identificamos o nome da vítima e seu endereço. Mandei Sergio e Fabio  se deslocarem para Duque de Caxias e de lá, via nextel, eles me descreviam o que observavam. Sergio disse que apurara que um médico namorava a moça achada morta em Xerém. Dada a notícia triste para a família e encaminhada ao IML de Caxias, Sergio partiu para o endereço do médico, que por acaso um parente sabia.

         Bateu palmas e não havia ninguém. Uma vizinha ouviu a movimentação e  falou que ele não estava em casa e que voltaria à noite. Perguntado pelo curioso Sergio Rosa, qual o carro do médico a vizinha foi taxativa: um Kadett.

         Sergio Agradeceu e resolveu subir no muro que cercava a casa e lá de cima me disse pelo radio que havia coisas queimadas no quintal e que haviam pedaços de cordinha iguais as usadas para enrolar o tapete. Então eu arrisquei. Mandei que Sergio entrasse no quintal e verificasse, sem mexer, se realmente eram pedacinhos da cordinha e ele afirmou que eram e que havia um buraco de ar condicionado na parede e que ele iria entrar por ali e olhar dentro da casa. Eu disse. Vai.

         De á ele me marrou que faltava um tapete na sala, que haviam respingos nas paredes lavadas e que havia um martelo numa prateleira com fios de cabelo e sangue. Eu disse não mexa e venha deixe uma intimação para o médico na caixa dos correios dizendo que era um atropelamento que a placa do carro dele havia sido anotada.

         Tranqüilo, pois não havia atropelado ninguém, compareceu com o seu kadette. Imediatamente mandei chamar uma das melhores peritas criminais desta Polícia que é a Dra. Nely, tendo explicado o caso a ela, esta trouxe o material para colher amostra de sangue. Mandei o médico entrar e mostre para ele que a borrachinha que estava faltando na mala do carro dele, havíamos encontrado no local do “atropelamento” e recoloquei a borrachinha na sua cavidade que coube perfeitamente. O médico agradeceu, mas disse que não havia atropelado ninguém, mas que a borrachinha parecia do seu carro. Em seguida, chega Dra. Nely e eu conto para ela do que se trata e chamo o medico para assistir os exames que serão feitos em seu kadette. Levantada a mala a Dra. Afirmou que ela havia sido lavada recentemente. Olhando para o interior da mala, acima, onde fica a tranca, havia manchar de sangue que foram colhidas. Em seguida, pedi a chave da casa do médico e desloquei a perita para a casa dele junto com Sergio, onde foram apreendidos vários indícios e o instrumento do crime onde haviam cabelos semelhantes aos da moça. Então eu disse para o Médico que ele era o indiciado no homicídio da moça que: era namorada dele, e sua casa haviam vários vestígios e o, instrumento do crime ( que eu soube através de um parapsicólogo) , a borrachinha da mala tinha sido encontrada presa no tapete que era da sala da casa dele. Fui ao Juiz e pedi a prisão preventiva do médico.